A Seara E Grande Poucos Os Ceifeiros Esboço
A obra poética "A Seara É Grande, Poucos Os Ceifeiros" de João Cabral de Melo Neto, convida a uma reflexão profunda sobre a ligação entre o individual e o coletivo, a angústia da existência humana e a busca por sentido em meio à imensidão do universo.
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Publicado em 1956 em seu livro "Morte e Vida Severina", o poema apresneta uma imagem poderosa: a vasta vastidão da colheita, simbolizando a riqueza e a complexidade da vida, confrontada com a escassez de indivíduos dispostos a colher seus frutos. Essa dicotomia central expõe a fragilidade individual diante do poder da natureza e da grandiosidade das tarefas do mundo.
A linguagem poética empregada por Cabral é rica em metáforas e imagens vívidas, transportando o leitor para um campo aberto sob um céu imenso. Através de versos curtos e incisivos, ele descreve a dinâmica da colheita, o esforço dos ceifeiros e a árdua tarefa de buscar significado em meio às "semeaduras sem fim".
O poeta, ao invés de apresentar soluções, provoca inquietude e busca por respostas. Quem são esses "poucos ceifeiros"? Que tipo de escolhas eles enfrentam? Qual o peso da grande tarefa que carregam?
A obra "A Seara É Grande, Poucos Os Ceifeiros", transcende o contexto específico da colheita, adentrando no universal: a busca por propósito, a interconexão entre o indivíduo e a sociedade e a constatação da grandeza e da vastidão do mundo.
É um convite à introspecção, que nos leva a refletir sobre nosso lugar nesse enorme cenário cosmológico e sobre a importância de buscarmos sentido e significado em nossas vidas, mesmo diante da imensidão que nos cerca.
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