Nemo Auditur Propriam Turpitudinem Allegans
O princípio "Nemo auditur propriam turpitudinem allegans" é uma máxima jurídica de origem romana que, traduzindo literalmente, significa "Ninguém pode alegar sua própria turpitude". Este princípio, presente desde o Direito Romano antigo, reflete uma importante norma de justiça e moralidade que prevalece até os dias atuais em diversos sistemas jurídicos.
Nemo Auditur Propriam Turpitudinem Allegans: El Principio De No
Em termos práticos, "Nemo auditur propriam turpitudinem allegans" impõe que uma pessoa que é acusada de um ato ilícito ou irregular não possa se defender alegando que a vítima ou o opositor também cometeu alguma infração ou má conduta.
Imagine uma situação em que duas pessoas estão envolvidas em uma disputa acirrada. Uma parte acusa a outra de fraude ou quebra de contrato. A segunda parte, em vez de se defender pelos fatos, tenta rebater a acusação afirmando que a primeira parte também praticou outras irregularidades no passado. Nessa situação, o princípio "Nemo auditur propriam turpitudinem allegans" impede a segunda parte de se utilizar a ação indevida da primeira part em sua defesa, já que a defesa não se baseia em fatos legais e imparciais.
Esse princípio é aplicado em diversas áreas do Direito, como criminal, civil e administrativo. Ele serve para garantir a equidade e a justiça no processamento das causas, evitando que o réu se beneficie de suas próprias condutas ilegais.
É importante destacar que o princípio não significa que a conduta da vítima seja irrelevante para o julgamento do caso. Seu objetivo é impedir que o réu "desvie" a atenção da sua própria culpa alegando irregularidades da vítima. Em outras palavras, a culpa do réu não pode ser diluída pela possível culpa da vítima.
Em suma, a máxima "Nemo auditur propriam turpitudinem allegans" é um pilar fundamental do Direito, garantindo que a justiça seja aplicada com imparcialidade e que a culpa se justifique por ações concretas e verídicas, e não por denúncias infundadas ou ataques à reputação.
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