Sufrágio Universal Na Constituição De 1988
A Constituição de 1988, promulgada em 05 de outubro de 1988, é marco fundamental na história democrática brasileira. Entre suas diversas conquistas, destaca-se a garantia do sufrágio universal, um direito essencial que consolidou a participação popular na vida política do país.
Mapas Mentais sobre Constituição De 1988 - Mapa 10
Antes de 1988, o acesso ao voto era restrito a homens maiores de 21 anos, alfabetizados e que possuíam determinadas condições socioeconômicas. Esse sistema excluía uma parcela significativa da população, principalmente mulheres, jovens e pessoas de baixa renda, impedindo-as de exercerem seu direito de escolher seus representantes e influenciar diretamente as decisões políticas.
A Constituição de 1988 recepcionou o sufrágio universal como um dos valores fundamentais da República, consagrando o princípio de que todos os cidadãos brasileiros, sem distinção de gênero, raça, religião, classe social ou condição econômica, têm o direito de votar e ser votado. Esse avanço democrático representou um salto significativo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A extensão do voto às mulheres, realizada em 1932, foi um importante passo em direção ao sufrágio universal. No entanto, o período que antecedeu a Constituição de 1988 ainda mantinha barreiras que limitavam o exercício pleno do direito ao voto. Com a nova Carta Magna, essas barreiras foram definitivamente derrubadas.
O sufrágio universal, juntamente com outros princípios democráticos garantidos na Constituição de 1988, como a liberdade de expressão, a organização sindical e o Estado democrático de direito, contribuíram para consolidar a democracia no Brasil.
A participação popular nas eleições, garantida por esse direito fundamental, possibilita a representatividade dos interesses da população e a efetivação de um governo que realmente atenda às demandas do povo brasileiro.
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